Existe em mim um encabulado coração, que não se escuda de sentir arrepios e se alargar para sempre, até conseguir mais um espacinho de puro love. Você está sempre convidado a entrar em mim, vem?
Meu externo não tem riquezas e minha beleza é muito própria minha, assim... digamos, pouco tratada, diariamente descabelada e sem pintura.
Mas meu interno é algo bem precioso, um baú de riquezas e belezas onde mora cada um de vocês, o tão falado coração. (Falado pouco, mais muito bem ouvido por mim.) meu coração é como se fosse o pingente do colar da minha alma, o enfeite preferido dela.
Este é o meu interno: A alma.
As vezes ela, a alma, me permite sair de mim e te tocar. E pensar que você saiu do meu ventre, de dentro onde vive a minha alma... Ah pequena,!você é o meu amor mais sagrado, mais íntimo de mim, além do meu coração e além da minha alma.
Você é meu altar.
( Tentando mostrar pra Nina, como é meu amor por ela)
"...que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é. Viver? Viver é perigoso, mas carece de se ter coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza. Aprender a viver, é que é viver, mesmo.Mestre não é quem sempre ensina, mas que de repente aprende!A culpa minha, maior, é meu costume de curiosidade de coração. Isso de estimar os outros, muito ligeiro, defeito esse que me entorpece.Mas pra viver um punhado completo, só mesmo em instância assim.Sofrimento passado é glória, é sal em cinzas. O que existe da alma é a reza... quando estou rezando, estou fora de sugidade, à par de toda loucura. "João Guimarães Rosa.
Nas minhas mãos lápis cinza com pontas coloridas,
Em minhas linhas ventos, sonhos e poesias.
Sou um absurdo de boba lambrecada de porcentagens de idotices, sim uma tola!
Tenho também alegrias catalogadas e tristezas esquecidas.
Sou quase um insentido sopro de vida.
Num instante sou um tudo e em um tempo um quase nada e ao meio termo dos tempos, uma porção de fitas mágicas coloridas e abençoadas. Daquelas que se bota fé, esperança e desejos. E em seguida dar-se três nós e firma no pulso do lado esquerdo.
Sou apenas um depósito de sonhos vivos.
Fernanda Burato